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25/01/2019

Ondas de choque no tratamento da disfunção erétil

Ondas de choque no tratamento da disfunção erétil

Posicionamento da Sociedade Brasileira de Urologia

Recentemente, foi divulgado pela mídia, em nosso país, o uso de ondas de choque (ondas eletromagnéticas de baixa intensidade) no tratamento da disfunção erétil. De fato, pesquisas preliminares mostram que as ondas de choque de baixa intensidade podem melhorar a função erétil (avaliada por questionários específicos para ereção) por alguns meses. Caso esses resultados se mantenham em longo prazo e se efetivamente o método for capaz de interferir nos sintomas da disfunção erétil, representará uma alternativa atraente e inovadora.

 

O mecanismo de tal ação ainda requer investigações adicionais, mas provavelmente se deve à recuperação dos danos vasculares existentes no tecido erétil masculino. Entretanto, não há evidência científica robusta que comprove a eficácia e a segurança deste tratamento em longo prazo. Adicionalmente, parâmetros fundamentais no tratamento, como frequência, energia usada e tempo de tratamento não foram padronizados, por este motivo, ainda não foi autorizada a sua utilização nos Estados Unidos.

 

A Sociedade Brasileira de Urologia, por meio do seu Departamento de Sexualidade Masculina e Reprodução entende que a aplicação de ondas de choque para tratamento da disfunção erétil na prática clínica deve ser precedida de consentimento livre e esclarecido, expondo-se a ausência de acompanhamento de longo prazo. E, até o presente momento, não há indicação para o tratamento da curvatura peniana causada pela doença de Peyronie, também comentado pela Sociedade Européia de Urologia.

 

Fonte: http://portaldaurologia.org.br/noticias/ondas-de-choque-no-tratamento-da-disfuncao-eretil-posicionamento-da-sociedade-brasileira-de-urologia-2/